Médico explica tudo sobre a técnica de fertilização in vitro


Por Ítalo Motta

A fertilização ou fecundação é o nome que se dá quando o espermatozoide consegue penetrar no óvulo maduro dando origem a uma nova vida. A fertilização pode ser conseguida naturalmente através do contato íntimo entre o homem e a mulher durante o período fértil ou em laboratório, sendo então chamada de fertilização in vitro. O portal Unimed conversou com o especialista em reprodução humana e atual diretor da Intermed, Dr. Anatole Borges, que esclarece algumas dúvidas:


1 –Quem pode fazer

A.B- Casais abaixo dos 35 anos que estão ha mais de um ano tendo relações frequentes sem uso de nenhum método contraceptivo e que não conseguiram a gravidez, deverão passar por uma avaliação de um especialista em Reprodução Assistida, pois, enquadram-se no diagnóstico de infertilidade. Após a adequada avaliação e descoberto o que está dificultando a gravidez, pode-se realizar o tratamento da infertilidade que vai desde técnicas mais simples, por exemplo uma indução para relação programada, até técnicas mais complexas como a Fertilização in vitro.

2 -Como é feito o tratamento

A.B- O tratamento vai depender de cada caso, assim técnicas mais simples podemos apenas estimular e monitorar a ovulação para indicar ao casal o melhor momento para ter relações sexuais. Em casos mais difíceis, podemos fazer a Fertilização in vitro que consiste em uma estimulação ovariana para extrairmos os óvulos de cada ovário e fecundarmos esses óvulos com o sêmen do companheiro em ambiente laboratorial, portanto in vitro. Desta forma, teremos embriões que serão avaliados e devolvidos para o útero, garantindo assim maiores chances de gravidez.

3 -Idade Limite

A.B- Não existe consenso quanto a idade limite. Há alguns anos, tentou-se limitar aos 50 anos a idade para realizar tratamentos de Reprodução, porém essa orientação caiu por terra com decisões judiciais.

4 – Novidades

A.B- As técnicas de Reprodução Humana evoluíram muito nos últimos 40 anos desde a primeira gravidez por F.I.V. Hoje, são mais seguras com menos riscos de complicações e menor risco de gemelaridade. Pode-se também utilizar os tratamentos de reprodução assistida para diminuir os riscos de nascimento de crianças com doenças genéticas (síndrome de Down, doenças ligada ao sexo, etc) bem como preservar a fertilidade no caso das mulheres acima dos 35 anos que ainda não desejam ter filhos, através do congelamento de óvulos e embriões.